A alteridade da idade
(Antropologia e teoria queer contra as estruturas temporais do humano)
DOI:
https://doi.org/10.34096/runa.v45i2.13628Palavras-chave:
alteridade, idades, tempo, antropologia, teoria queerResumo
O objetivo desta reflexão teórica e análise bibliográfica é estudar a maneira pela qual sociedades ocidentais construíram a alteridade em sua dimensão etária. Com base nos estudos queer/cuir e em uma revisão da noção de alteridade temporal desenvolvida por o antropólogo Johannes Fabian, levanta-se a hipótese de que a noção de tempo cumulativo normalizou os estágios da vida a serviço da produtividade do capital, concedendo o monopólio do presente a um único grupo - o adulto - e deslocando a velhice para o passado e a infância para o futuro, negando sua existência atual e forjando estruturas temporais que definem o que é ser humano. O trabalho termina com um apelo à democratização da idade do presente e uma pergunta sobre a invenção de um tempo vital diferente, no qual não precisamos medir os anos de um corpo para reconhecê-lo como um ser humano pleno e igual.
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