Abolicionismo ou reglamentarismo? Contribuições da antropologia feminista para o debate local sobre a prostituição

Autores

  • Deborah Daich Instituto Interdisciplinario de Estudios de Género de la Facultad de Filosofía y Letras, UBA.

DOI:

https://doi.org/10.34096/runa.v33i1.340

Palavras-chave:

Prostituição, Abolicionismo, Regulamentarismo, Antropologia, Feminismo

Resumo

A problemática da prostituição implica em uma série de debates sobre se deve ser regulamentada como trabalho sexual, proibido e penalizado o seu exercício, ou abolido do sistema social. Nosso país tem, desde o ano 1936, uma posição abolicionista que constitui o discurso hegemônico no debate a respeito da prostituição. A prostituição é problemática em si mesma porque condensa vários significados, porque fala de um mercado sexual no qual as diferenças de classe, etnia e gênero se conjugam em diferentes combinações para dar lugar a inumeráveis cenários. Reconhecer a diversidade de situações possíveis não implica em desconhecer o fato de que as diferenças atribuídas a homens e mulheres podem transformar-se, em cada um desses cenários, em diferenças de poder e desigualdade. Assim, neste artigo, e a partir de uma série de experiências de trabalho de campo, pretendo refletir sobre as contribuições com que a antropologia feminista pode brindar ao debate público sobre a prostituição.

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Biografia do Autor

  • Deborah Daich, Instituto Interdisciplinario de Estudios de Género de la Facultad de Filosofía y Letras, UBA.
    Doctora de la Universidad de Buenos Aires con orientación en Antropología Social. Investigadora Asistente del CONICET. Integrante de la Colectiva de Antropólogas Feministas (CAF) del Instituto Interdisciplinario de Estudios de Género de la Facultad de Filosofía y Letras, UBA.

Publicado

2012-07-30

Edição

Seção

Espaço aberto - Artigos originais

Como Citar

Abolicionismo ou reglamentarismo? Contribuições da antropologia feminista para o debate local sobre a prostituição. (2012). RUNA, Archivo Para Las Ciencias Del Hombre, 33(1), 71-84. https://doi.org/10.34096/runa.v33i1.340