“Para eles nos somos negros de mierda”

Sujeitos do sistema penal juvenil, a partir de uma abordagem etnográfica e interseccional

Autores

  • Julieta Nebra ICA-UBAFSOC-UBA

DOI:

https://doi.org/10.34096/cas.i56.10935

Palavras-chave:

sistema penal juvenil, interseccionalidade, decolonialidade, juventude, experiência

Resumo

Neste artigo analisamos, a partir de uma abordagem interseccional, as formas como o sujeito da política criminal juvenil reconfigura se de forma situada, a partir da sanção de uma medida alternativa ao processo e / ou reclusão. A partir de um trabalho de campo etnográfico realizado entre 2018 e 2019 em um centro sociocomunitario de responsabilidad penal juvenil, de um município da periferia de Buenos Aires, pudemos ressignificar a sobreposição entre os marcadores formais que compõem a população sujeita a este as políticas sócio-criminais - isto é, a idade e a acusação de crime - e as informais, especialmente em termos de gênero, classe e racialização. Observamos então que as vivências de jovens, em sua maioria homens, de setores populares e pejorativamente designados como “negros” vão configurando a construção dos contornos entre um “nós” e um “outro” que, ao mesmo tempo, reconfigura toda experiência juvenil territorial. 

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Publicado

2022-10-11

Como Citar

“Para eles nos somos negros de mierda”: Sujeitos do sistema penal juvenil, a partir de uma abordagem etnográfica e interseccional. (2022). Cuadernos De antropología Social, 56, 251-266. https://doi.org/10.34096/cas.i56.10935