La negación del derecho a la información y el control de los cuerpos a través de la educación: el caso brasileño

Autores

DOI:

https://doi.org/10.34096/iice.n58.17231

Palavras-chave:

Biopolítica, Educación, Género, Ideología de género, Derechos sexuales y reproductivos

Resumo

Este estudo analisa como a negação do direito à informação na esfera educacional atua como uma forma de violência biopolítica dirigida a corpos feminizados e sexualmente dissidentes no Brasil. O objetivo é compreender como os discursos e as políticas contra a educação sexual e de gênero operam para restringir direitos e reforçar normas conservadoras. Metodologicamente, foi realizada uma análise documental e crítica do discurso sobre projetos de lei, regulamentos educacionais e materiais divulgados por atores políticos e religiosos que se opõem à chamada “ideologia de gênero”, entre 2014 e 2022. Os resultados revelam uma ofensiva sistemática para excluir conteúdos relacionados a gênero e sexualidades da educação básica, legitimada por um discurso moralizante que enquadra esses temas como ameaças à infância e à família. Conclui-se que essa negação do direito à informação não é meramente uma omissão educacional, mas uma estratégia deliberada de controle social que afeta especialmente mulheres, jovens e indivíduos LGBTQIA+. O caso brasileiro ilustra como a educação se torna um campo de batalha entre projetos democráticos e autoritários, expondo tensões profundas em torno da cidadania, dos corpos e do conhecimento.

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Biografia do Autor

  • Amanda André de Mendonça, Universidad Estatal de Río de Janeiro


    Pós-doutorado em Educação e Doutorado em Política Social pela Universidade Federal Fluminense; Mestrado em Educação, Faculdade de Educação, Universidade Federal do Rio de Janeiro; Licenciatura em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Faz parte do Programa de Pós-Graduação em Educação: processos formativos e desigualdades sociais da Universidade Estadual do Rio.

  • Denize Sepulveda, Universidad Estatal de Río de Janeiro

    Doutora e pós-doutoranda em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Possui mestrado e é especialista em Educação Especial pela Universidade Federal Fluminense. É licenciada em História. Coordenadora do Grupo de Pesquisa Gêneros, Sexualidades e Diferenças nos Diversos Espaços e Tempos da História e da Vida Cotidiana. Professora do Programa de Pós-Graduação em Educação (Proped) da Faculdade de Educação da Universidade Estadual do Rio de Janeiro.

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Publicado

2025-12-30

Edição

Seção

Dossier: Educación sexual y justicia de género. Avances en disputa.

Como Citar

La negación del derecho a la información y el control de los cuerpos a través de la educación: el caso brasileño. (2025). Revista Del IICE, 58. https://doi.org/10.34096/iice.n58.17231